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Projeção de seca histórica ameaça centro e sul de Moçambique
Projeção de seca histórica ameaça centro e sul de Moçambique

Projeção de seca histórica ameaça centro e sul de Moçambique

As regiões centro e sul de Moçambique correm o risco de enfrentar, nos próximos anos, uma seca de gravidade histórica, impulsionada pela permanência do fenómeno El Niño durante cerca de quatro anos. 

Estima-se que a escassez extrema de precipitação se intensifique entre outubro de 2026 e maio de 2027, podendo superar os registos da década de 1950 e afetar gravemente pelo menos 30 distritos em províncias como Tete, Sofala, Manica, Inhambane e Gaza, além de causar impactos moderados em áreas de Maputo, Cabo Delgado e Nampula.

Perante este alerta, o Centro Operativo de Emergência (COE) já se reuniu para avaliar as medidas de resposta. No entanto, a Direcção Nacional de Recursos Hídricos descarta racionamentos imediatos. 

Segundo o diretor nacional, Agostinho Vilanculos, “as chuvas recentes garantiram boa humidade no solo e níveis satisfatórios nas albufeiras e lagoas do sul, apenas é necessário que se faça a melhor gestão dos recursos disponíveis.

A situação poderá agravar-se a partir de 2027 caso o défice hídrico se confirme, altura em que o Governo prevê aplicar restrições graduais — afetando primeiro a agricultura e a indústria antes de restringir o consumo doméstico. 

Apesar da ameaça, o país ainda não estruturou um plano de contingência detalhado nem definiu o orçamento necessário para reabilitar os sistemas de abastecimento, mantendo-se a monitoria contínua da evolução climatérica.

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