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Detenção de quadros do Governo de Mandlakazi por desvio de produtos agrícolas

Detenção de quadros do Governo de Mandlakazi por desvio de produtos agrícolas

A interceção de uma viatura governamental a transportar adubos desviados em Chókwè culminou na detenção do diretor substituto das Actividades Económicas de Mandlakazi, Artur Mathe, e de um motorista distrital. Confirmados pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Gaza, os arguidos estão em prisão preventiva indiciados por peculato e abuso de poder num processo sob investigação desde junho, que poderá originar novas detenções.

Duas figuras da administração pública do distrito de Mandlakazi, na província de Gaza, foram detidas sob a acusação de desvio de insumos agrícolas. A informação foi tornada pública esta quinta-feira pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção (GPCC), que confirmou a prisão do diretor substituto dos Serviços Distritais de Actividades Económicas e de um motorista do governo local, ambos indiciados por peculato e abuso de cargo ou função.

Conforme detalhado pela magistrada do Ministério Público, Saquina Jenga, os arguidos identificados são Artur Mathe, responsável interino pela área das Actividades Económicas no distrito, e um condutor afeto aos serviços governamentais. Ambas as partes enfrentam acusações formais pelos ilícitos de desvio de bens públicos e uso indevido das suas funções.

«Confirmamos plenamente a captura do diretor substituto do Serviço Distrital de Actividades Económicas de Manjacaze, ocorrida ao longo da semana passada. De igual modo, cumpre destacar que o motorista da referida instituição se encontra igualmente sob custódia. Ambos foram indiciados pelos crimes de peculato e abuso de poder», declarou a representante do Ministério Público.

As investigações revelam que a captura do motorista teve lugar no distrito de Chókwè. O funcionário foi abordado num posto de fiscalização rodoviária enquanto transportava uma carga de fertilizantes recorrendo a um veículo oficial afeto ao Governo do distrito.

O condutor teria cumprido o percurso que liga Mandlakazi, Guijá e Chókwè até ser travado pelas forças policiais. Perante o sucedido, de acordo com Saquina Jenga, a procuradoria ordenou a prisão preventiva do diretor substituto como medida cautelar para assegurar o desenrolar das etapas subsequentes da instrução criminal.

A magistrada adiantou ainda que «os suspeitos já responderam ao primeiro interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coacção de prisão preventiva». Entretanto, o escândalo está a suscitar forte inquietação na comunidade agrícola local, que adverte para a persistência de redes clandestinas de descaminho de produtos agrícolas e exige um inquérito rigoroso até à responsabilização de todos os cúmplices.

A classe produtora insta as autoridades judiciárias a apurarem com exatidão o modo como os fertilizantes foram subtraídos da cadeia oficial de fornecimento, bem como a rota e os destinatários finais dessas mercadorias.

Segundo dados apurados pelo jornal O País, os procedimentos investigativos decorrem desde junho. Sobre o desenrolar do dossiê, a procuradora Saquina Jenga admitiu que o processo poderá conduzir à efetivação de mais mandados de captura no futuro próximo.

Procurando obter o posicionamento do administrador do distrito de Mandlakazi relativamente a estas prisões, a redação do jornal O País abordou a autoridade local, a qual declinou fazer comentários justificando falta de autorização de instâncias superiores.

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