
Daniel Chapo abriu no domingo (31), em Ricatla, a 61.ª Feira Internacional de Maputo (FACIM) com um apelo à digitalização da agricultura. Para o Presidente, a tecnologia deve elevar a produtividade no campo e ligar diretamente os produtores aos mercados — a ponto de, exemplificou, um agricultor de Mecanhelas, no Niassa, poder vender a colheita para qualquer parte do mundo a partir de uma plataforma digital.
Chapo insistiu na necessidade de transformar localmente a produção nacional antes de a exportar e de aproveitar a Zona de Comércio Livre Continental Africana. “Queremos que os nossos produtos agrícolas atravessem fronteiras”, com o selo “Made in Mozambique”, afirmou.
O desafio, segundo o Chefe de Estado, é converter a diversidade agrícola do país — da castanha de cajú de Nampula ao café do Niassa, do arroz de Chókwè ao açúcar de Xinavane — numa cadeia integrada que ligue produtores, indústria e os portos de Maputo, Beira e Nacala.
O Governo quer ainda canalizar parte das receitas do gás para a agricultura, a indústria e a energia, gerando emprego e receita fiscal. Chapo condicionou a estabilidade cambial ao desempenho produtivo: “Só teremos divisas se produzirmos mais e exportarmos mais.” Nesse esforço, as micro, pequenas e médias empresas terão de crescer e fornecer os grandes projectos em curso, no quadro da passagem de uma economia de serviços para uma economia produtiva, defendeu.
A 61.ª FACIM decorre sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável”.